APR – O que é e Como aplicar

Por 21 de julho de 2020agosto 12th, 2020Destaques, Gestão da Qualidade, Gestão de Riscos
APR

Como aprendemos no artigo O que é a Gestão de riscos, as incertezas, perigos e riscos estão presentes nos cenários de qualquer organização. Sendo assim, buscar uma ferramenta para o Gerenciamento de Riscos torna-se algo cada vez mais importante e necessário, principalmente em indústrias, concessionárias, entre outros segmentos. A APR, Análise Preliminar de Riscos, é uma ferramenta muito utilizadas para a gestão de riscos na área da Saúde e Segurança do Trabalho. As suas características permitem visualizar os possíveis perigos, categorizá-los e definir medidas de prevenção e correção dos riscos. Neste artigo, você irá conhecer o que é a APR e como aplicá-la em sua organização.

O que é a APR?

A Análise Preliminar de Riscos é uma ferramenta que tem como principal objetivo realizar uma avaliação prévia dos possíveis riscos de um projeto, produto ou qualquer processo. Portanto, essas características a tornam uma excelente ferramenta para usar em desenvolvimentos de projetos e novas atividades.

Outra possibilidade que a APR permite é de identificar, em sistemas existentes os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes aos quais os trabalhadores estão expostos. Por isso, ela pode ser considerada uma ferramenta indicada para auxiliar no cumprimento de NR’s (Normas Regulamentadoras). Como exemplo, temos a NR 10 que regulamenta a necessidade de ter um Análise Preliminar de Risco em todas as etapas que envolvem intervenção de sistemas elétricos.

A APR propõe uma metodologia com o foco na analise detalhada de cada etapa dos processos. Dessa forma, ela permite que os possíveis riscos sejam identificados. Isto pode trazer inúmeros benefícios como:

  • Orientar os colaboradores dos possíveis riscos em suas áreas de atuação;
  • Elaborar procedimentos seguros;
  • Organizar e estabelecer as ações e atividades a serem realizadas;
  • Prevenir acidentes de trabalho;
  • Proporcionar aos colaboradores procedimentos com bom planejamento e segurança;

Para colocar a análise em prática é preciso ter acesso as informações disponíveis e pertinentes do produto, projeto, serviço ou sistema em análise. Ou seja, em sua elaboração é necessário que haja uma equipe com colaboradores que possuem amplo conhecimento da área. Isto porque, quanto mais informação mais completa será a análise. Pois sabemos que não é possível prever todos os riscos, mas quanto mais completo mais eficiente será.

Etapas

A metodologia da APR consiste nas seguintes etapas:

  1. Identificação dos perigos e riscos: verificação da linha de produção/ sistema/ projeto/ serviço;
  2. Levantamento de causas e possíveis consequências;
  3. Levantamento da Frequência de ocorrência;
  4. Classificação do grau de risco;
  5. Estabelecer medidas de controle;

Categorias da APR

Para entender melhor como funciona essa metodologia é preciso ter conhecimento das principais categorias utilizadas para classificar os Riscos: Severidade dos Cenários de Riscos e da Frequência destes Cenários. A junção dessas duas categorias resultam na classificação do risco: se é baixo, moderado ou alto.

Severidade

A severidade está associada ao grau de dos efeitos causados pelos perigos e riscos, como nos sistema, estrutura, ativos e colaboradores. Ao lado temos quatro classificações de grau de severidade, sendo elas:

I – Baixa/ Desprezível: Os efeitos são pequenos e podem ser contornáveis. Não há degradação do sistema e recursos humanos. Ou seja, não há possibilidade de lesões ou morte de colaboradores, de terceiros e/ou de pessoas externas (comunidade) ;

II- Moderada / Marginal: Pequenos danos, sistema opera com restrições. Não há lesões ou são pequenas. É compensável ou controlável.

III- Causa grandes danos a pessoas, ambientes e instalações. As Lesões podem ser de gravidade moderada, com probabilidade remota de morte; Nestes casos, são exigidas ações corretivas imediatas com o intuito de evitar que se torne no futuro uma catástrofe.

IV – Grave degradação do sistema. Provoca mortes e/ou lesões graves em colaboradores e/ou comunidade. Os danos podem ser irreparáveis.

Frequência de Cenários

A frequência é a estimativa periódica do quanto se espera que o cenário de risco ou perigo analisado ocorra. Elas podem ser:

A – Conceitualmente possível. Mas extremamente improvável de vir ocorrer durante a vida útil de uma instalação/ sistema/processo/ atividade. Ou seja, necessita que múltiplas falhas aconteçam.
B – Não se espera que ocorra, apesar de haver casos históricos.
C- Possível que ocorra mais de uma vez. Geralmente, uma falha em componente bem mantido.
D – Esperado ocorrer mais de uma vez.
E- Esperado ocorrer várias vezes durante a vida útil de um sistema, instalação, projeto e atividade.

Classificação dos Riscos

Agora que você já sabe o que representa os graus de Severidade e Frequência é hora de classificar os riscos. Essa classificação é o resultado realizado a partir da intersecção da severidade com a Frequência. Veja no exemplo abaixo:

Um risco com grau de severidade desprezível (I) mas com um frequência alta (E) é considerado um risco alto. Enquanto um risco com alto grau de severidade (IV) mas com frequência extremamente remota (A) é considerado um risco médio.

Os riscos baixos indicam que não há necessidade de medidas adicionais, apenas a monitoração para que o controle seja mantido.

Os riscos médios indicam que métodos de controle adicionais precisam ser avaliados e considerados para a redução da probabilidade desses riscos. E que as medidas necessárias sejam implementadas.

Os riscos altos indicam que os controles já existentes são insuficientes. Novos métodos precisam ser avaliados e estabelecidos para que minimize ao máximo a magnitude e efeitos dos riscos.

Como montar a matriz com os dados

Para montar a matriz ou tabela da APR, primeiro é preciso ter feito toda essa identificação dos possíveis riscos. Com os riscos listados será de suma importância deduzir os efeitos que eles podem gerar. Nessa parte, pode ser necessário o uso de outras ferramentas para encontrar as causas e causa raiz. A coluna de requisito é opcional e pode ser especificadas as normas que precisam ser cumpridas como as NR’s.

Feito essa primeira descrição detalhada do risco será possível classificar a severidade, frequência e o nível de risco. Por último, é acordado as medidas de controle, preventivas e corretivas. Assim, a equipe será instruída para realizar as atividades de forma que esses riscos sejam controlados e, nos melhores cenários, prevenidos. Caso venha ocorrer, já será de conhecimento as medidas de correções necessárias. Portanto é essencial que todos os colaboradores responsáveis por essas atividades relacionadas ao perigos tenham acesso a esse documento.

Como esta é uma análise de entrada, ela deve estar em contante revisão e melhoramento.


Em resumo, a Análise Preliminar de Riscos é indicada como uma ferramenta de entrada. Muito importante para desenvolver um plano de ação e ajudar na manutenção da Saúde e Segurança do Trabalho. Você ainda não sabe o que são as ferramentas para Gestão de Riscos ou tem dúvida de qual escolher? Baixe o Ebook com as 15 melhores Ferramentas para a Gestão de Riscos.

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