Gestão de Riscos: Você está utilizando a ferramenta correta?

Por 2 de maio de 2019junho 10th, 2020Destaques, Gestão da Qualidade
Gestão de risco e a ferramenta correta

Qualquer organização que atue no mercado e vise ter resultados promissores, conhece bem o termo Gestão de Riscos e entende a importância de monitorar e acompanhar qualquer atividade que possa no futuro acanhar em prejuízo para a empresa.  E em 2018 foi lançada a nova versão da ISO 31000, que substituiu a de 2009,  que oferece parâmetros para a Gestão de Riscos, desenvolvendo boas praticas e soluções de diversos problemas que pode atingir as organizações, tanto no cenário interno, como externo. Conheça mais sobre a nova versão da ISO 31000.

Gerenciar riscos está ligado, em sua maioria das vezes, ao departamento da qualidade (SGQ). Muitas empresas já possuem um setor dedicado à atividade, mas independente das intervenções serem realizadas pela área da qualidade ou de riscos ou qualquer departamento específico da empresa, gerenciar riscos é uma estratégia que envolve todos os departamentos. A necessidade é mais do que uma atividade de áreas distintas, engloba uma visão de negócio da empresa que todos devem integrar. Desenvolvemos um artigo que te explica como Gerenciar Riscos no Ambiente Corporativo.

A execução desta tarefa pode ser feita de maneira muito eficaz, pois existem algumas ferramentas criadas para apoiar as áreas na resolução de potenciais riscos, garantindo às instituições o benefício de uma gestão proficiente, em que toda a equipe é capaz de desempenhar seu papel e contribuir com a gestão de riscos.

Listamos aqui algumas das mais importantes ferramentas de gestão de riscos para que você possa fazer as tratativas em sua empresa.

  • FMEA

Talvez umas das mais importantes ferramentas de gestão de riscos a Failure Mode and Effective Analysis, mais conhecida como FMEA, é uma ferramenta que gerencia riscos buscando identificar suas principais causas e solucioná-las. Essa ferramenta é adequada a qualquer produto ou processo.

Sua forma de análise é firmada em três indicadores, sendo eles:

*Severidade: A busca desse indicador é apontar o quanto determinado problema afeta a utilização do produto, a integridade das pessoas envolvidas, ou seja, qual é o grau de risco que esta adversidade pode trazer para o processo e pessoas envolvidas.

*Ocorrência: Esse indicador aponta em qual frequência o problema pode ocorrer ou tem ocorrido.

*Detecção: Em que nível o problema pode ser percebido.

Lembrando que esses indicadores são apontados de forma numérica, com o objetivo de compreender o melhor grau de análise.

Recebendo as determinadas pontuações e calculadas de forma correta, a detecção aponta então para um grau de urgência a fim de corrigir potenciais falhas que acarretam um risco para a empresa.

  • Os 5 porquês 

Conhecida também como Análise de Causa Raiz, os 5 porquês, é uma metodologia usada para intervir através da curiosidade entender a causa raiz na gestão de riscos, tendo em vista um risco eminente. Através das perguntas “5 porquês?”, ou até mais perguntas, analisar e identificar erros e procurar solução imediata.

Desenvolvida pelo japonês Taiichi Ohno em 1950, funcionário da Toyota, tinha como base entender e solucionar problemas de fabricação através da pergunta “Por que?”, e à medida em que as perguntas eram esclarecidas se aprofundava até chegar à raiz da questão obtendo clareza dos fatos.

Conheça agora um modelo de análise com os “5 porquês?”:

Problema: Equipamento com defeito.

1º Por que ocorreu interrupção no processo de produção?

2ª Por que uma máquina se danificou no processo produtivo?

3º Por que não houve manutenção no equipamento de maneira preventiva?

4º Por que não havia um plano de manutenção dos equipamentos?

5º Por que as potenciais falhas não foram informadas ao suporte técnico?

Solução: Criar plano semestral de manutenção dos equipamentos, e contatar suporte técnico sempre que houver potenciais falhas.

  • What If 

Uma ferramenta simples, porém, com uma potencialidade imensa para gestão de riscos na sua organização. Traduzido para o português “E se?”, o método auxilia a pensar quais são as variáveis de resultados em determinadas situações sendo elas potenciais riscos.

A aplicação dessa metodologia baseia-se em realizar reuniões com a equipe envolvida no processo para o acompanhamento de todos os dados referentes ao risco, e de acordo com todo o conhecimento de cada integrante da equipe explanar cenários que visam o resultado do acontecimento de determinados riscos.

Exemplo:

E se a máquina esquentar demais?

E se e o equipamento não suportar a quantidade?

E se houver uma queda de energia?

São essas algumas formas de analisar um risco buscando a resolução do problema tendo em vista as variáveis que estão diante da equipe que irá solucionar o problema.

  • APR

E por último e não menos importante vamos falar sobre uma ferramenta incrível para gestão de riscos da sua empresa. A Análise Preliminar de Riscos (APR) está atrelada a novos projetos, produtos e serviços e visa analisar ocorrências que possam prejudicar a execução desses objetivos.

Sua execução é alinhada a uma tabela onde são listados os possíveis perigos ou riscos a serem analisados relacionados a cada atividade.

A classificação de severidade dentro dessa tabela classifica dentre 1 a 3, sendo 1 mais leve e 3 mais grave, entendendo qual é o índice de criticidade do risco eminente. Podendo ser também adicionadas novas informações à tabela para enriquecer o processo e solução das ocorrências.

Identificado os riscos e o seu grau, as ações a se tomar de correção entre possíveis causas e consequências e pontuar medidas de prevenção, controle e correção.

Existem outras formas excelentes para fazer análise e tratativa dos riscos de sua empresa, mas queremos lembrá-lo que é sempre importante identificar quais dessas ferramentas se adéqua ao seu cenário. Utilizar mecanismos que faça isso de maneira otimizada, como por exemplo um software de gerenciamento de riscos, além de oferecer eliminação de papeis, planilhas, dá a possibilidade de concentrar em um único local todo este processo.

Um software de gerenciamento de riscos oferece, ainda, uma visão global do cenário e as variáveis por meio de dados precisos para análise. Dessa forma é possível executar um planejamento das ações e monitorar indicadores com todas as informações recorrentes ao dia a dia da empresa.