ISO 9001:2015 – Principais alterações e o fim do período de transição

Por 8 de junho de 2018junho 17th, 2020Conteúdos de Parceiros, Normas e Processos
ISO 9001 principais alterações

Empresas que levam a sério o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) reconhecem a necessidade de seguir normas que auxiliam na melhoria contínua de seus processos. É por esse motivo que se faz necessário compreender a ISO 9001, as principais alterações e o fim do período de transição e vigência.

A ISO 9001:2015

A Norma foi publicada no mês de setembro de 2015 e definiu novos critérios para a implantação do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) e também requisitos para a obtenção da certificação internacional. Veja sobre a ISO 9001, as principais alterações e que mudou:

1- Estrutura e terminologias

Ocorreu uma alteração nas seções para que o documento pudesse estar alinhado ao de outras normas dos sistemas de gestão. Esse estilo corresponde ao padrão de alto nível estabelecido como modelo para todas as normas da ISO compatíveis com o Anexo SL. A mudança visa facilitar às empresas a incorporarem componentes de outras normas ISO.

O termo “bens e serviços” passou a ser empregado ao invés de “produto”. A terminologia utilizada anteriormente deixava dúvidas em relação ao emprego das normas para serviços. Agora, com a alteração, tudo ficou mais claro, o uso do novo termo engloba além de serviços, softwares, hardwares e materiais processados.

Além do mais, é possível encontrar outras terminologias que sofreram mudanças para se tornarem mais abrangentes ao longo da redação da Norma.

2- Gestão de risco

A gestão de risco é o que essa atualização trouxe de maior contribuição e destaque para a Gestão da Qualidade. A seção sobre ação preventiva deixou de existir, entretanto a prevenção foi tratada explicitamente ao longo de todo o documento. A ISO 9001:2015 elencou características de mapeamento de risco de modo a desenvolver uma mentalidade de risco.

O risco foi abordado como um efeito da incerteza sobre um resultado esperado, nesse sentido o efeito é tratado como um desvio que pode ser positivo ou negativo.

Sendo assim, o risco fica relacionado ao que poderia acontecer de acordo com as probabilidades, por isso a gestão de risco deve agir a fim de se antecipar aos acontecimentos, diminuindo as prováveis falhas ou impactos dos seus processos. Ter um software para a gestão de risco pode ser um ponto importante neste cenário.

3- Informação documentada

Todo Sistema de Gestão de Qualidade é composto por documentos. A Norma anterior apontava alguns documentos como necessários, entre eles o Manual da Qualidade. No entanto, a ISO 9001:2015 realizou mudanças, tratando de modo geral, sem especificar os documentos como informação documentada.

Nesse caso, houve a extinção do uso do termo Manual da Qualidade, mas isso não significa deixar o manual de lado e desrespeitar os cuidados em relação às informações.

A Norma não descreve os procedimentos ou documentos a serem mantidos e retidos, porém é indispensável ter uma rotina e uma regra para regulamentar a prática da manutenção das informações. Quando for mencionado, por exemplo, a necessidade de reter a informação documentada – a organização deve registrar a informação com provas evidenciais da prática do Sistema de Gestão da Qualidade.

Prazo final para transição

O prazo para a transição da ISO 9001:2008 para a ISO 9001:2015 é de três anos a partir da publicação da última atualização da Norma. Como a publicação ocorreu no mês de setembro de 2015, as organizações deverão realizar a transição para a certificação mais recente até setembro de 2018.