O que é Gestão de Riscos?

O que é Gestão de Riscos?

Imagine uma grande marca de sucesso. Os seus produtos são os que há de melhor no mercado, sendo, a qualidade uma de suas principais características. Mesmo esta marca consolidada e robusta que você imaginou está suscetível a vulnerabilidades e a riscos iminentes. Porém, o que a diferencia é uma Gestão de Riscos eficiente, onde os riscos são identificados e tratados. No entanto, para entender o que é uma Gestão de Riscos é necessário primeiro saber o que é um “risco”.

O que é um risco?

Risco pode ser definido como uma consequência de incertezas que podem acontecer dentro de um projeto, processo, atividade, entre outros. O cenário em que há riscos, é construído a partir da probabilidade de sua ocorrência somado aos impactos gerados por ele. Dentro da Gestão da Qualidade, os riscos são vistos como oportunidade de melhoria. Ou seja, se eles existem é porque a empresa está alcançando novos patamares e oportunidades de crescimento. Mas, para que os riscos não se tornem de fato um problema real, vai depender da forma como serão gerenciados e das tomadas de decisões para lidar com eles. É nessa parte que a Gestão de Riscos entra em ação.

O papel da Gestão de Riscos

Como podemos ver, todas as empresas estão sujeitas a riscos e por isso o papel do gerenciamento de riscos dentro da organização torna-se imprescindível.

Segundo Anete Alberton:

“a gerência de riscos pode ser definida como a ciência, a arte e a função que visa a proteção dos recursos humanos, materiais e financeiros de uma empresa, no que se refere à eliminação, redução ou ainda financiamento dos riscos, caso seja economicamente viável.”

Neste sentido, eliminar ou reduzir riscos está estritamente baseado no estudo científico de técnicas que vêm sendo aprimoradas a pouco mais de meio século. Isto porque, a gestão de risco como ciência começa a tomar forma somente após a Segunda Guerra Mundial, nos EUA e alguns países da Europa.

Origem

O seu marco, como técnica, pode ser situado na história com a publicação do livro Risk Management in the Business Enterprise, de Robert Mehr e Bob Hedges, em 1963. No entanto, o termo “risco” já era usado no final do século XIX por indústrias de seguro na Inglaterra. Em 1921, o economista Frank Knight publicou sua tese de doutorado em formato de livro, sendo o pioneiro a conceituar risco e incertezas como resultados ou manifestações de uma mesma força fundamental: a aleatoriedade associada a escolhas.

Atualmente, já temos muitos estudos e uma variedade enorme de técnicas e métodos desenvolvidos para gerenciar riscos. A necessidade do estudo das aplicações se dá pela diversidade de cenários e tipos de riscos que podem ocorrer e, também, na ampla gama de organizações e projetos que podem ser aplicados. Portanto, apesar da universalidade da gestão de riscos graças aos métodos desenvolvidos, também se torna bastante singular podendo ser adaptada para os mais diversos tipos de negócios.

Sem dúvida, com todas as peripécias e adversidades no caminho dos negócios, um sistema de gestão de riscos bem implementado se torna uma obra de arte e um case bem sucedido pode ser comparado a um Picasso. Por isso, as técnicas usadas precisam ser bem conhecidas e aplicadas, não basta apenas pinceladas para que alcancem a capacidade máxima de execução. Conheça as 7 ferramentas da Qualidade, que podem ser usadas, também, no gerenciamento de riscos.

A ISO 31000 e a Gestão de Riscos

A globalização trouxe aos negócios a crescente necessidade de padronização de normas e certificações para garantir a qualidade de produtos e serviços. Para o gerenciamento de riscos não foi diferente. Em 2009 foi lançada a ISO 31000 , publicada no Brasil pela ABNT, a norma internacional específica para a Gestão de Riscos.

Neste documento, em que uma segunda versão foi publicada em 2018, reúne diretrizes com os princípios, estrutura e processos para serem implantados, adaptados ou melhores no gerenciamento de riscos dentro de qualquer empresa.

Princípios, Estrutura e Processos

Abaixo temos uma ilustração que resume os Princípios, Estrutura e Processos em que a certificação ISO 31000 se baseia:

Princípios

Os princípios são a base para a gestão e necessitam ser considerados antes da implementação do sistema. Quando a organização constrói todo o processo de gestão focada nos princípios é quase certeza que a estrutura será bem edificada e, por consequência, processos realizados com eficiência.

Estrutura

A estrutura tem como principal agente a Liderança e o seu comprometimento com a integração do Sistema de Gestão de Riscos com todas as atividades da organização. A integração é a chave de todo processo. A gestão de risco tem que percorrer por todas as partes da empresa, nada pode ficar de fora. Por isso, a comunicação será muito importante, inclusive pode ser considerada até como uma importante ferramenta para a efetividade das funções.

Processos

O processo da Gestão de Riscos, definido nas etapas que compõe a estrutura, é a sistematização da política, procedimentos e práticas que serão adotadas. Nesta parte, temos a compreensão da definição do escopo e critérios a partir do conhecimento dos cenários internos e externos da organização. Seguindo essa lógica, os processos podem ser implementados de forma personalizada na organização. Em todas as etapas precisa ser monitorado e ter um canal de comunicação eficiente, principalmente para melhores tomadas de decisões na hora de tratar os riscos e promover melhorias.


Chegamos ao final deste artigo, e agora já temos a compreensão do que é um risco, a importância da Gestão de Risco e como pode ser realizada. Com isto, podemos chegar a conclusão de que todas as empresas, grandes e pequenas, necessitam colocar em prática o Gerenciamento de Riscos. Lembre-se, a complexidade do sistema a ser implantado e as ferramentas escolhidas vão depender das necessidade de cada organização.

Se interessou pelo assunto e pretende colocar em prática? Leia o artigo 4 pontos para uma Gestão de Riscos eficaz e comece bem!

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