Se você trabalha ou pretende atuar na área do Sistema de Gestão da Qualidade-SGQ, provavelmente já deve ter ouvido falar alguns dos nomes que listamos neste artigo, 10 Gurus da Qualidade.

Separamos 10 nomes que fizeram a diferença em suas carreiras, deixando um legado que ainda é utilizado nos tempos atuais.

Neste artigo vamos falar sobre a história e a carreira destes 10 gurus da qualidade:

Porque Gurus?

Antes de iniciarmos nosso artigo sobre os 10 gurus da qualidade, entenda que guru significa um “mentor que tem o respeito e a credibilidade de seus seguidores”.

A partir disto, fica claro o porquê estes grandes profissionais são respeitados por toda as colaborações no SGQ. E podemos chama-los de 10 gurus da qualidade.

Vamos conhecer agora um pouco melhor a historia e o legados destes grandes nomes seguindo a ordem alfabética.

10 gurus da qualidade

Ademir Petenate

O prof. Ademir Petenate é um dos principais nomes na área da qualidade no Brasil.

É PhD em estatística pela Iowa State University em 1983 e professor do Departamento de Estatística de Unicamp desde 1983.

Foi idealizar do primeiro mestrado profissional da qualidade na década de 1990 e criador e coordenador dos programas de Lean Six-Sigma da Unicamp no começo dos anos 2000.

É fundador e diretor da EDTI, tendo formado mais de 2.000 Green Belts e Black Belts e coordenado centenas de projetos de melhoria em organizações como Microsoft, Itau, Unimed, IHI entre outros.

“Os processos nos enviam sinais o tempo todo, se não os escutamos é pela falta dos receptores adequados”

 

Armand Valling Feigenbaum

Armand Valling Feigenbaum

Nasceu em 1922 nos Estados Unidos, e defendia que a Qualidade é uma filosofia de gestão e um compromisso com a excelência.

Foi um dos grandes nomes da Gestão da Qualidade, sendo o criador do termo Total Quality Control (TQC).

Bacharelado em engenharia pelo Union College (Schenectady, NY), mestrado e doutorado em Engenharia Econômica pelo Massachusetts Institue of Tecnology (MIT).

Com todo o seu diferencial, iniciou sua carreira na General Eletric (GE) onde permaneceu por 10 anos.

Acreditava que o desenvolvimento de um Sistema Gerencial de Qualidade (SGQ) nas empresas.

Segundo Feigenbaum O SGQ deve ser estruturado e planejado.

Feigenbaum faleceu em 2014 e deixou um legado, além de várias premiações, e livros como o Total Quality Control, que inclusive se tornou best-seller.

Feigenbaum também propôs o conceito de controle, voltado para:

“Qualidade é um conjunto de características do produto ou serviço em uso as quais satisfazem as expectativas do cliente”

 

David A.Garvin

David A.Garvin

Com Ph.D. em economia pelo M.I.T., foi professor de Administração Empresarial em Harvard, inspetor do Prêmio de Qualidade Malcolm Baldrige e serviu na Comissão de Estudos Industriais do Conselho de Pesquisa Nacional (EUA).

Além disso, também foi consultor de grandes empresas no mundo.

Garvin focava suas pesquisas estão na área de gestão geral e mudança estratégica.

Possuía interesse especial em negócios e processos de gestão, aprendizado organizacional, e o projeto e liderança de organizações grandes e complexas.

Tinha também, profundo interesse em ensino de método de caso.

Garvin concluiu que os conceitos sobre a Qualidade evoluíram em quatro eras:

Em 1987, Garvin lançou uma de suas maiores contribuições para o SGQ, o conceito das oito dimensões da gestão da qualidade:

  1. 1. Desempenho;
  2. 2. Características;
  3. 3. Confiabilidade;
  4. 4. Conformidade;
  5. 5. Durabilidade;
  6. 6. Atendimento;
  7. 7. Estética;
  8. 8. Qualidade percebida.

“O aprendizado sempre será uma espécie de arte, mas até os melhores artistas podem melhorar sua técnica.”

 

Frederick Taylor

Frederick Taylor

Taylor (1856 1915) foi o criador da administração científica, um modelo baseado na aplicação do método científico cartesiano na administração, tendo como objetivo garantir o melhor custo/benefício aos sistemas produtivos.

Baseando-se em quatro princípios:

O método de Taylor introduziu os conceitos de divisão e análise do trabalho, estudo dos tempos e movimentos e o treinamento e a especialização do empregado.

Considerando, inclusive, suas aptidões.

Ele procurava uma forma de elevar o nível de produtividade conseguindo que o trabalhador produzisse mais em menos tempo.

em 1911, Taylor publica sua obra mais importante revelando os princípios da administração científica que se tornaria a base da Teoria Geral da Administração.

No livro, Taylor descreve toda sua teoria sobre a administração que contém princípios até hoje utilizados pelas empresas ainda que com algumas alterações, sendo por isso considerado o pai da Administração Científica.

“O indivíduo atinge a sua maior prosperidade, isoladamente, quando alcança o mais alto grau de eficiência, isto é, quando diariamente consegue o máximo rendimento.”

 

Genichi Taguchi 

 

Genichi Taguchi 

Nasceu em 1924 no Japão e defendia que era necessário compreender o que realmente interessa ao cliente 

Taguchi foi um engenheiro e estatístico japonês que desenvolveu uma metodologia baseada em estatísticas que permitia melhorar a qualidade dos produtos fabricados para a época.  

Suas ideias são consideradas revolucionárias na indústria e nos negócios com a aplicação da engenharia e estatística para reduzir custos e melhorar a qualidade dos processos de fabricação 

As principais contribuições de Taguchi giraram em torno das estatísticas aplicadas aos processos industriais de controle e gestão da qualidade, além de medidas que influenciaram os mecanismos administrativos das empresas japonesas e ocidentais. 

O compêndio de contribuições desenvolvidas e implementadas por Genichi Taguchi é conhecido como métodos de Taguchi. 

Tinha o pensamento sintetizado em 4 elementos principais: 

“A qualidade é uma função de todos, devendo ser encarada como uma filosofia de trabalho, uma atitude permanente”

 

Joseph Moses Juran   

Joseph Moses Juran   

Nascido na Romênia, em 24 de dezembro de 1904, mudou-se para os Estados Unidos em 1912 e faleceu em 2008. 

Junto com Deming, contribuiu para o desenvolvimento industrial japonês no pós-guerra com parcerias que resultaram em práticas utilizadas mundialmente. 

Aos 84 anos, publicou seu mais importante livro: Manual do Controle da Qualidade 

Juran, define a qualidade com duas ópticas: a de resultados e a de custos. 

Ficou conhecido pela Trilogia de Juran: 

Gestão da qualidade é dividida em três pontos fundamentais: 

Desenvolver produtos e processos necessários para satisfazer as necessidades dos clientes. 

Avaliar o desempenho atual e tomar medidas para reduzir a diferença com o que foi proposto. 

Reconhecer a necessidade de melhorias e transformar as oportunidades de melhoria em uma tarefa para todos. 

“As oportunidades para melhorias existem em grande quantidade, mas não mandam aviso” 

 

Kaoru Ishikawa  

Kaoru Ishikawa  

Nasceu em 1915, em Tókio, e faleceu em 1989, um dos maiores nomes mundiais quando se refere-se ao SGQ. 

Teve grandes participações que fazem parte da rotina de muitos profissionais até hoje como: 

Defendia que a Qualidade começa com educação e capacitação e deve ser colocada em primeiro lugar, estabelecendo suas ações a longo prazo. 

Ishikawa foi responsável também pelo desenvolvimento e entrega do primeiro curso básico de controle de qualidade para a União de Cientistas e Engenheiros Japoneses (UCEJ) no ano de 1949.  

Assim, ele recebeu os créditos pela criação do movimento de qualidade japonês, realizado em 1962.  

Além de ter deixado um total de 647 artigos e 31 livros mundialmente reconhecidos como essenciais para o SGQ.   

Conceito de Círculo de Controle da Qualidade 

Grupo formado por funcionários pertencentes ou não à mesma, e treinados da mesma maneira compartilhando a mesma filosofia. 

Objetivos: 

 Diagrama de causa e efeito  

Conhecida como uma das ferramentas mais populares da qualidade, o Diagrama de Ishikawa também é chamado de “Diagrama de Causa e Efeito” e até mesmo “Diagrama Espinha de Peixe”.  

Esta é uma das maiores contribuições de Ishikawa, que trouxe grande impacto em função do fato de que a ferramenta foi criada para que toda pessoa pudesse usá-la.  

Ou seja, ao eliminar a necessidade de especialistas, colaboradores que vão desde à operação na fábrica até diretoria podem aplicá-la. 

“Qualidade é desenvolver, projetar, produzir e comercializar um produto que é mais econômico, mais útil e sempre satisfatório para o consumidor”

 

Philip Bayard Crosby 

 

Philip Bayard Crosby 

Nasceu em 18 de junho de 1926 e faleceu em 2001 aos 75 anos. 

Crosby defendia a Abordagem baseada na prevenção. Qualidade é associada a “zero defeito” e 

“fazer certo da primeira vez” 

Também ressaltava que Qualidade significa conformidade com os requisitos. 

Podemos citar duas grandes contribuições: Os quatro absolutos da Qualidade e os Seis C. 

Os quatro absolutos da Qualidade: 

Os Seis C: 

“As pessoas estão condicionadas a crer que o erro é inevitável”

 

 

Walter Andrew Shewhart 

 

Walter Andrew Shewhart 

Shewhart , nasceu em 1891, nos Estados Unidos, e faleceu em 1967. É considerado o pai do Controle de Qualidade Moderno. 

Em 1931, publicou sua grande obra: Controle Econômico da Qualidade do Produto Manufaturado. 

Shewhart foi um pioneiro no campo do Controle de Qualidade, tendo desenvolvido uma das ferramentas mais utilizadas até hoje – as Cartas de Controle. 

Além de influenciar o desenvolvimento do Ciclo PDCA (Plan-do-check-act). 

Shewhart defendia a ideia de que manter o processo “Sob Controle Estatístico” é necessário para que se possam prever os resultados do mesmo, possibilitando gerenciá-lo economicamente. 

Assim como os outros gurus Shewhart foi reconhecido por suas contribuições para a qualidade e para a estatística. 

Shewhart foi nomeado membro honorário, entre outras associações, da Royal Statistical Society, da Inglaterra, e da Statistical Association of Calcutá (Índia). 

Controle Estatístico do Processo: 

Aborda a importância da redução da variação em um processo de manufatura e a compreensão de que o ajuste contínuo do processo, em resposta a não conformidades, acabava por aumentar essa variação, reduzindo a qualidade. 

Cartas de Controle: 

Aponta a possibilidade de separar as causas de variação em termos de causas comuns e causas aleatórias, a fim de se definir ações de correção e trazer o processo para um estado de Controle Estatístico. 

“É melhor ter gerentes com qualidade do que apenas gerentes da qualidade”

 

 

Willian Edwards Deming 

 

Willian Edwards Deming 

Nascido em Iowa, em 14 de outubro de 1900, Deming, faleceu aos 93 anos em Washington 

Estatístico, professor e autor de vários livros e teve uma enorme contribuição para melhoria de processos nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial 

Destacou-se no Japão com a melhoria de projetos, produtos e vendas durante a segunda metade do século XX. 

Desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da teoria da gestão da qualidade com os 14 pontos de melhoria: 

“Qualidade e produtividade são conceitos idênticos, mas isto é entendido por um número muito pequeno de pessoas”

Conclusão 

Chegamos ao final do nosso artigo, como você pode notar a busca pela qualidade não é algo recente!  

Neste artigo citamos 10 gurus da qualidade, referencias no mundo, porém isso não significa que são os únicos, existem vários outros nomes que fizeram e fazem a diferença no SGQ. 

Você deve ter percebido que no decorrer do texto que algumas ferramentas do SGQ foram citadas. 

Temos um artigo exclusivo sobre as 7 Ferramentas da Qualidade aproveite para conhecer um pouco.  

Até breve!

Fonte de pesquisa 

Jorge Pimenta

Copywriter, Coordenador de Marketing e Comunicação, em busca de um Brasil com mais qualidade #P1BMQ.

06.10.2021 | gurus da qualidade | Melhoria Contínua | Sistemas de Gestão e Normas

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