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No artigo O que é Gestão de Riscos, tratamos do conceito de risco e a importância de serem geridos em qualquer contexto organizacional. Portanto, ao implantar este sistema na organização é muito importante ter em mente o real propósito da Gestão de Riscos e estar ancorado em seus princípios fundamentais. A ISO 31000, versão brasileira da norma publicada pela ABNT, nos traz um panorama completo dos princípios da Gestão de Riscos. Neste artigo, iremos discorrer sobre cada um deles.

Quais são os princípios da Gestão de Riscos?

Na ilustração abaixo, podemos ver que todos os princípios giram em torno da Criação e Proteção de valor, ou seja este é o propósito central que permeia toda a estrutura e processos de uma Gestão de Riscos eficaz. Sem ter isso em mente, não há sentido em querer mitigar os riscos.

A ABNT ISO 31000, afirma que:

“O propósito da gestão de riscos é a criação e proteção de valor. Ela melhora o desempenho, encoraja a inovação e apoia o alcance de objetivos.”

Muito mais que um propósito, a criação e proteção de valor é o resultado gerado por ações que levam a uma melhora significativa de todas as atividades e processos da organização. A busca por eliminar os riscos faz com que a alta direção, junto com os colaboradores, sejam encorajados a pensar e implantar inovações que alavancam a empresa, tornando-a muito mais competitiva no mercado. Além disso, objetivos são bem definidos e traçados. Esta clareza e visualização de metas leva a um maior empenho pelo alcance daquilo que é proposto.

Portanto, para cumprir esse propósito é necessário uma gestão:

Integrada

A gestão integrada vê a organização como um todo. Apesar de haver processos operacionais independentes, todos precisam ser considerados. Isto porque, a gestão de risco precisa permear toda a organização sem nenhuma exceção. Desde a aquisição de matérias primas até a experiência do cliente com o produto ou serviço final. Garantir a gestão de risco em todas essas etapas é ter uma visão integrada da organização, considerando os cenários internos e externos

Estruturada e Abrangente

Para que a integração ocorra, a gestão precisa ser bem estruturada e abrangente. Isto quer dizer, que ao estruturar todo processo de gerenciamento dos riscos a organização de processos e dados, ferramentas e as linguagens a serem utilizadas devem ser levadas em conta e bem definidas. De forma que, seja garantida a credibilidade do dados, resultados consistentes e comparáveis.

Personalizada

Não adianta querer copiar um sistema de gestão de uma outra organização e querer implementar na sua sem mudar uma vírgula. Cada organização tem sua especificidades e características singulares, isto exige do gestor conhecimento das necessidades específicas do negócio. E uma das características da Gestão de Risco é que ela é totalmente personalizável e adaptável para qualquer tipo e tamanho de organização. Ou seja, nada de ctrl+c e ctrl+v!

Inclusiva

Os conhecimentos, pontos de vistas e percepções das partes interessadas devem ser considerados. Isto vai levar a uma gestão de risco mais consciente e fundamentada.

Dinâmica

Ao implantar a Gestão de Risco, o gestor tem que ter em mente que mudanças vão ocorrer. Inclusive, algumas vão ser resultados positivos de uma gestão de risco eficaz.

“Riscos podem emergir, mudar ou desaparecer à medida que os contextos externos e interno de uma organização mudem. A gestão de riscos antecipa, detecta, reconhece e responde a estas mudanças e eventos de uma maneira apropriada e oportuna.”

ISO 31000/2018

Melhor informação disponível

As entradas para a gestão de risco são as informações históricas e atuais da organização. De acordo com essas informações que poderam ser identificadas as limitações, incertezas e, também, as expectativas. Portanto, é imprescindível que as informações sejam claras e disponíveis às partes interessadas.

Fatores Humanos e Culturais

Em todos os estágios e aspectos da gestão há influência dos fatores humanos e culturais. Esses fatores precisam ser considerados. A mentalidade de melhoria contínua, desenvolvimento e treinamento de colaboradores podem ser chaves importantes para lidar com esses aspectos.

Melhoria Contínua

Chegamos no nosso último princípio! Quem já está familiarizado com Gestão da Qualidade e de Riscos sabe que é impossível tratar desses temas sem pensar em melhoria contínua. Pois o aprendizado e experiência (atributos inevitáveis adquiridos dentro do processo de gestão) vão levar ao reconhecimento da necessidade de que a gestão de risco deve ser melhorada continuamente.


Em suma, os princípios precisam ser incorporados na mentalidade de gestão dentro da organização. Em virtude de serem base para a gerência de riscos. Quando for estruturar e estabelecer a gestão de riscos dentro de qualquer organização, não esqueça de considerar cada um dos princípios mencionados no texto!

Selina Jania

Jornalista pela UFG, busca por meio da comunicação efetiva e simples, levar a empresas e profissionais uma visão social da qualidade.

02.07.2020 | Gestão de Riscos | Sistemas de Gestão e Normas

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