Produzir, lançar e manter um produto ou serviço não é uma tarefa fácil! As organizações precisam ter certeza de que o seu lançamento está adequado ao mercado para, então, ter uma garantia que ele não será rapidamente descontinuado e nem causará prejuízos desastroso para a empresa. A ferramenta VRIO surge, nesse sentido, como uma grande aliada.  

O que é o VRIO?  

VRIO é uma ferramenta criada nos Estados Unidos em 1991 por dois professores universitários: Jay Barney e William Hesterly. O método, que nasceu inicialmente como um artigo, serve para as empresas avaliarem se seus lançamentos de produtos e serviços atendem às necessidades de seus clientes. Nesse sentido, a metodologia serve como uma forma de planejamento de um lançamento para, assim, evitar que seus resultados sejam ruins.  

Para isso, a ferramenta VRIO se divide em 4 categorias que levam as letras de sua sigla: V, de valor; R, de raridade; I, de inimitabilidade e O, de organização. A empresa, por sua vez, deve fazer uma análise e definir se seu lançamento tem ou não essas características. De acordo com os resultados, cabe à organização avaliar se vale ou não a pena lançar esse novo produto ou serviço.  

Como aplicar a ferramenta VRIO?  

A aplicabilidade da ferramenta VRIO é bem simples. É preciso que a organização faça perguntas sobre cada uma das letras do VRIO de forma contínua. Dessa forma, se a resposta for positiva para o quesito de valor, por exemplo, a empresa pode prosseguir para a próxima e, assim, ir construindo sua análise. Vamos ao passo a passo:  

V – Valor  

A primeira pergunta da ferramenta VRIO se refere ao valor do produto. Valor do produto é uma forma de analisar o seu preço de mercado, mas sim usa usabilidade para o público desta empresa. Assim, é necessário que o lançamento possibilite que a organização tire proveito das oportunidades do mercado.  

Além de ser útil para aproveitar as oportunidades, a análise de valor também precisa levar em consideração a proteção contra possíveis ameaças deste mesmo mercado. Ademais, é interessante que o novo produto aumente, mesmo que de forma progressiva, a credibilidade dessa empresa, contribuindo para o peso de seu nome.  

R – Raridade  

A raridade é o requisito do método VRIO mais intuitivo de se analisar. A pergunta é clara: existem outros produtos ou serviços do mesmo tipo no mercado? Se sim, o que diferencia o seu produto dos demais? Ou seja, quais são as razões que farão com que os consumidores procurem esse produto específico e não os dos concorrentes?  

Vale mencionar que essa não é uma análise de exclusividade. Por exemplo, empresas podem sim lançar um produto “comum”, como um celular ou um novo computador, mas elas precisam pensar nas características que fazem desse lançamento algo único, desejável pelo público.  

I – Inimitabilidade  

A inimitabilidade é, de certa forma, uma consequência da raridade. Pense só: o que esse novo lançamento tem de inovar que os meus concorrentes não conseguirão imitar? Esse é um momento de pensar na essência da marca, algo que diferencia dos demais – essa diferença é válida mesmo que se trate apenas de uma identidade visual ou de uma funcionalidade única.  

Assim, mesmo que não haja nada como o seu novo produto no mercado, é de suma importância considerar que pode vir a ter em não muito tempo. A inimitabilidade serve para a empresa se preparar para uma exclusividade de mercado que pode não durar.  

O – Organização  

A verdade é que se um produto tem valor, raridade e inimitabilidade, a empresa pode agradecer por estar nas nuvens! Atendendo aos 3 requisitos principais, é muito provável que o produto seja um verdadeiro sucesso! Mas será que a organização conseguirá lidar com as consequências desse sucesso?  

Imagina só lançar um produto que todo mundo quer, mas ninguém consegue ter por não haver estoque, por exemplo. Em alguns casos, esse desejo de possuir algo que não pode funcionar como uma boa estratégia de marketing, mas a escassez deve ser uma escolha, e não um acidente. Dessa forma, a empresa precisa medir se conseguirá lidar com os desdobramentos de seu lançamento.  

Etapas de aplicação da ferramenta VRIO  

A decisão de lançar um produto ou não é exclusiva da empresa. Assim, pode ser que a resposta para muitas das questões do método VRIO seja “não” e, mesmo assim, a organização defina que vale a pena arriscar. Se esse for o caso, é indicado pensar em novas análises para ter certeza de que a escolha de lançar ou não um produto realmente faz sentido. 

Entretanto, se a ferramenta VRIO for de fato usado, a sua aplicação pode ser dividida em 3 principais fases: 

  1. Planejamento:

A fase de planejamento é o momento em que toda a equipe se junta para colher absolutamente todas as informações sobre aquele novo lançamento. Essa pesquisa deve considerar não apenas os dados desse possível produto, mas também abranger estudos sobre o mercado e os concorrentes.  

  1. Categorização

Tendo todas as informações em mão, a equipe passa para a próxima fase: a categorização. Nesse momento, cada uma das questões da metodologia VRIO é respondida. É também na categorização que se faz toda a documentação da análise.

  1. Análise

Com as respostas da análise VRIO, a equipe terá a capacidade de fazer uma análise detalhada e com suporte para definir se faz sentido lançar esse novo produto ou serviço. Lembrando que a análise do VRIO pode ser combinada com outros métodos para verificar se um lançamento realmente é adequado para a empresa. 

Objetivos e vantagens do VRIO  

O principal objetivo da ferramenta VRIO é, de fato, garantir que as empresas não desperdicem tempo e recurso em um lançamento falho, que pode gerar danos gravíssimos e, em alguns casos, até a fazer declarar falência.  

As principais vantagens de escolher esse método são: 

  • A consciência de uma vantagem competitiva perante o mercado e sobre os concorrentes;  
  • A garantia de resultados mensuráveis e programáveis de recursos dos lançamentos;  
  • Incentivo para que as equipes trabalhem em busca de inovação, pensando em produtos que se encaixam nas exigências da VRIO; 
  • Melhores decisões, sendo elas pautas em estratégias e não em achismos. 

 

 

 

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